Texto sobre o jornalismo infantil e a escola é publicado em Portugal

jornalA Direção-Geral da Educação de Portugal publicou texto de minha autoria sobre o jornalismo infantil. A publicação ocorreu dentro da Operação 7 Dias com os Media, uma inciaitiva que visa envolver a sociedade portuguesa na discussão sobre o papel da mídia na vida atual, com ações em universidades, escolas do ensino básico, bibliotecas e meios de comunicação etc.

No texto, falei do uso jornalismo para crianças em ações de ensino e aprendizado. Leia o artigo, intitulado “O jornalismo para as crianças está na escola?”.

 

E-book do grupo MidiAto traz artigo sobre infância na Vogue Kids

capa_ebookNo recém-lançado livro eletrônico “Por uma crítica do visível”, organizado pelas líderes do MidiAto, professoras Rosana de Lima Soares e Mayra Rodrigues Gomes, e editado pelo selo Kritikos, Renata Carvalho da Costa e eu assinamos o artigo “Crianças em ‘Sombra e água fresca’: a imagem do ideal contemporâneo de infância na Vogue Kids”

A obra reúne trabalhos de diversos pesquisadores voltados aos estudos da imagem, “em que a questão da crítica, mais do que um tema, representa um posicionamento teórico e metodológico a partir do qual realizar as análises”. Em nosso artigo, analisamos textos de crítica de mídia em torno do ensaio fotográfico divulgado em setembro de 2014 pela revista Vogue, que mostra meninas em roupas ditas do vestuário adulto, e em poses parecidas às de modelos já crescidas. Estudamos publicações do blog Território de Maíra, publicado na Carta Capital, do blog Maternar, veiculado no site da Folha de S. Paulo e da coluna de Rodrigo Constantino, de Veja.

Após 52 anos, ‘Folhinha’ deixa de circular

2016-04-16 19.40.45Uma nota, no pé de página. E assim a “Folha” anuncia o fim da “Folhinha”, depois de cinco décadas de existência. O jornal promete maiores explicações em texto a ser publicado neste domingo (17), mas adianta que “os assuntos tratados aqui [na ‘Folhinha’] estarão na nova revista ‘sãopaulo'”. Então o “jornal a serviço da criança” passará a ser “assuntos tratados” numa revista voltada para adultos? E onde está a explicação da Folha aos leitores crianças da “Folhinha”? Cabe a eles ler um texto dentro de um suplemento adulto, em linguagem adulta, para descobrir por que razão seu suplemento não existirá mais? Esse é o respeito com que deve ser tratado um público que pode vir a ser aquele que sustentará o jornal como um todo nos próximos anos?

O que se passa com a “Folha”, que já tinha reduzido o tamanho do caderno ao máximo e desmantelado a equipe que o produzia? Esse investimento mínimo comprometia as finanças da empresa? O que se passa com a “Folha”, que acha que conquistará novos leitores apenas pela sua “importância” no cenário social brasileiro? Conquistar e fidelizar jovens leitores não é mais importante? E a função social do jornalismo, que envolve informar a sociedade como todo? Não é mais dever da “Folha”? Ou as crianças é que, para o jornal, não são parte da sociedade?

Talvez fique o canal online da “Folhinha”, mas, ainda que isso aconteça, por que todo o jornal então não passa a ser uma plataforma digital? Se isso por acaso bastar para a “Folhinha”, deveria ser suficiente para o jornal como um todo, não? Sabe-se que não é por aí: é mais do que o papel, é o modo de fazer jornalismo impresso (sua formatação; a informação que seu desenho passa, para além do texto; o tipo de jornalismo que se espera de um grande diário) e a credibilidade histórica desse formato que impedem a “Folha” de, por enquanto, migrar totalmente para o online. E, veja bem, trata-se apenas de uma hipótese. Não se sabe ainda se a “Folhinha” terá alguma sobrevida –pobre, com certeza (sem equipe, sem investimento) — no online.

Isso posto, esperava-se no mínimo um último número especial, que fizesse jus à história bonita que a “Folhinha” trilhou por décadas. Será que se um dia houver um último número da “Folha” em papel o jornal também acabará em uma nota mínima num canto de página?

Por ironia, no dia em que a “Folhinha” acaba, o Brasil ganha um telejornal para crianças, do qual falarei no próximo post. Mas não se trata de uma troca; não é recompensador ou equivalente. Há um ganho de um lado, mas uma perda considerável de outro: perde-se uma tradição, perde-se um espaço num produto de impacto; perde-se um modelo que foi seguido por outros suplementos infantis. Aliás, os dois principais jornais de São Paulo, e dois dos mais importantes do Brasil, “Folha” e “Estado” não falam mais para crianças. E isso é simplesmente muito triste.

PS: Espero que expliquem para a colunista criança deste mês da “Folhinha” que suas colunas não serão publicadas até o fim. Pelo menos não no mesmo espaço. Pelo menos a ela a explicação deve ter sido maior do que um parágrafo num canto de página.

 

Tese está disponível em repositório online

Sem títuloO arquivo final da minha tese de doutorado, cujo titulo é “‘Fala connosco!’ : o jornalismo infantil e a participação das crianças, em Portugal e no Brasil”, está disponível desde esta terça (12) no Repositório Institucional da Universidade Nova de Lisboa, instituição onde cursei o doutoramento.

Clique aqui para acessar o arquivo: o trabalho, por minha escolha, está disponível na íntegra, já que teve financiamento público brasileiro. Boa leitura!

Catraquinha fala sobre minhas pesquisas com o jornalismo infantil

O site Catraquinha fez uma entrevista comigo sobre os estudos que vejo desenvolvendo sobre o jornalismo feito para as crianças. A página, parceria entre o Instituto Alana e o Catraca Livre, “reúne informações sobre tudo o que interessa a pais, educadores e familiares – de agenda cultural a projetos transformadores para a infância – com o intuito de empoderá-los para que interfiram positivamente no desenvolvimento das crianças, deixando-as exercer em sua plena potência a criatividade e a autonomia”.

Apesar da pesquisa mais recente, feita no doutorado, a jornalista Mayara Penina interessou-se mais pelos resultados do mestrado, divulgado no livro “Pequeno leitor de papel”.

Leia o texto completo publicado no Catraquinha.

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