Veja entrevista no programa ‘Fala, doutor’

Defendi a tese — a biblioteca da universidade em que estudei deve disponibilizá-la online em breve. Isso significa que virei doutora. E isso significa que pude ser entrevistada num programa da Univesp TV (Universidade Virtual do Estado de São Paulo) chamado “Fala, doutor”. A TV é um canal digital que transmite conteúdos educativos produzidos pelas universidades estaduais paulistas.

Em meia hora, falei com o jornalista Rodrigo Simon sobre minha tese, que teve como título final “’Fala connosco’: o jornalismo infantil e a participação das crianças, em Portugal e no Brasil”. No vídeo, comento a escolha do tema e os principais resultados da pesquisa e falo sobre a vivência acadêmica em Portugal.

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Trabalho em conferência na Universidade de Westminster discute o jornalismo infantil

11997470_10154276966104569_1402062386_nApresentei trabalho na conferência “Comparing Children’s Media Around the World: Policies, Texts and Audiences”, organizada pelo Communication and Media Research Institute, da Universidade de Westminster, em Londres, no começo de setembro.

O trabalho foi derivado da minha pesquisa de doutorado e tinha como título “Journalism for children: in search of a definition”. Leia abaixo o resumo da apresentação, em inglês:

This paper comes from a PhD research conducted at Universidade Nova de Lisboa (Capes scholarship 0860/13-1), which investigates, as one of its goals, the readers’ participation in magazines whose public are children, in a comparative way, in Brazil and Portugal.

In this work we propose a definition for the journalism made for children. For this task, we analyze some defining elements of journalism, like the notions of happening, actuality and periodicity (Fontcuberta, 2010). The goal is to realize, by literature review. if the criteria that define news in journalism made for children are the same in mainstream journalism, as well to identify whether the construction of narrative maintains aspects considered universal in journalism practices.

In other words: are there differences between the journalism for adults (we name it here as “mainstream journalism”) and the one whose public are children? Is the second related more to entertainment than to news? Even more: is it correct to call it “journalism”?

Besides, Traquina (2005: 14) says that “it is not possible to understand why news is the way it is without understanding the professionals who are the ‘specialized agents’ in the journalistic field”. This statement means that journalism needs to be understood not only as a process (a set of practices) or as a text, but also as a profession – or it is necessary to try to define journalism also through people who work as journalists (Zelizer, 2004). They share points of view, references frames and judgments, or we can also say that they form an “interpretative community”.

Having said that, we interviewed six professionals who work with this kind of journalism, in Brazil and Portugal (countries which constitute our practical work field), to understand if they conceive their work as journalism and, if so, the reasons for this.

Artigo em dossiê sobre jovens e consumo midiático traz dados de Brasil e Portugal

Um dos artigos da nova edição da revista “Contemporanea”, publicada pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia, traz a minha assinatura, em parceria com minha orientadora, Cristina Ponte. O texto é parte de minha produção para a pesquisa de doutorado que desenvolvo na Universidade Nova de Lisboa

O trabalho “Brasil e Portugal: infâncias contemporâneas e suas culturas digitais” faz parte do Dossiê Temático Jovens e Consumo Midiático, com textos de Nilda Jacks e Vera França, entre outros. O texto de Doretto e Ponte cruza dados quantitativos de pesquisas nacionais de Brasil e Portugal e parte com uma reflexão sobre o consumo midiático presente no filme “Boyhood”, cujo trailer vem abaixo:

Na apresentação, a revista diz que “o fechamento do dossiê fica por conta do texto de Juliana Doretto e Cristina Ponte sobre as particularidades e similaridades entre culturas digitais de meninos e meninas de Brasil e Portugal. Algumas questões instigantes aparecem na pesquisa como a individualização dos media, as condições de uso e sobretudo, o sub-aproveitamento dos dispositivos tecnológicos por parte desta geração digital que os utiliza predominantemente para comunicação e entretenimento, pouco investindo na apropriação dos aparelhos para manifestação de ideias. As autoras finalizam com uma indagação que convoca o leitor a refletir: Por que elas [crianças] criam pouco conteúdo original [na internet]?”

Saem resultados de pesquisa portuguesa sobre hábitos das crianças na internet

Sem títuloAcaba de ser divulgado o relatório com os resultados quantitativos da pesquisa Net children go mobile, realizada em em Portugal. Participei do projeto, realizando as entrevistas que fizeram parte da investigação qualitativa (cujos dados ainda não foram publicados) e também auxiliando na redação desse relatório.

A pesquisa entrevistou 501 crianças e jovens em Portugal, numa amostra representativa da sociedade portuguesa, por meio de questionários. O objetivo foi investigar condições de acesso à internet, sobretudo a móvel, além de hábitos e usos da rede por meninos e meninas portuguesas. A mesma metodologia foi aplicada em outros seis países europeus.

Entre as principais conclusões da pesquisa está o fato de que “como nos outros seis países europeus, também em Portugal se intensificou nestes quatro anos o acesso privado, no lar, [mas] o acesso em movimento, ‘em qualquer lugar’, ainda não tem a expressão que a mobilidade dos novos meios poderia sugerir”. E isso se dá sobretudo por questões econômicas: as crianças e jovens não podem [ou não querem] gastar dinheiro com esse tipo de conexão.

Além disso, quem tem smartphones e tablets realiza mais atividades na internet — mas sobretudo ações de comunicação e entretenimento, e não práticas mais criativas, como acontece de modo geral na sociedade portuguesa (e nos demais países também). Não se sabe porém se esses meninos e meninas já eram usuários mais frequentes de internet mesmo com as conexões fixas e apenas continuaram com suas práticas nos dispositivos móveis ou se os aparelhos estimularam isso. As entrevistas, da parte qualitativa, tendem a lançar a hipótese de que a primeira afirmação tende a ser mais recorrente.

Veja mais informações sobre a pesquisa no site do projeto português.

Jornalzinho é citado em publicação sobre redes sociais para cientistas

Sem título2O livro “Redes Sociais para Cientistas”, de Ana Sanchez, António Granado e Joana Lobo Antunes, publicado pela Universidade Nova de Lisboa, traz este blog com um dos exemplos inspiradores de “blogs de ciência”, ou seja, páginas que têm como tema principal as atividades científicas, dentro e fora do espaço da aula.

A publicação é derivada do curso “Redes Sociais para Cientistas”, ministrado na Escola Doutoral da Universidade Nova de Lisboa. O objetivo é oferecer um manual para a utilização das redes sociais na investigação científica e na docência. “Apesar de ser um manual de fácil desactualização, tal é a velocidade com que as redes sociais evoluem, pareceu-nos que outros investigadores no espaço lusófono poderiam beneficiar da nossa experiência e ter aqui uma primeira abordagem (ainda que incompleta e superficial) ao que pode e deve ser o envolvimento da comunidade académica na Web 2.0”, diz a introdução da obra.

O livro (em .pdf) está disponível online. Para o download, clique http://www.unl.pt/data/escola_doutoral/RedesSociaisparaCientistas.pdf.

Artigo na Ciberlegenda discute características do jornalismo infantil

cover_issue_37_pt_BRA última edição da revista Ciberlegenda, publicação do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense, publicada neste mês de julho, traz artigo em que tento delinear algumas características definidoras do jornalismo para crianças, a partir do cenário luso-brasileiro. Leia abaixo o resumo do texto, intitulado “Jornalismo para a infância: uma proposta de definição”:

Este trabalho é derivado de pesquisa de doutoramento (bolsa Capes 0860/13-1), que trata, em perspectiva comparativa, do jornalismo infantil no Brasil e em Portugal. Neste trabalho, propomos uma forma de definir esse jornalismo como algo além de uma produção que tenha as crianças como público. Utilizamos a análise multimodal (KRESS & VAN LEEUWEN, 2001) como forma de identificar pontos que, ultrapassando diferenças culturais e de linhas editoriais, compõem características de base do jornalismo para crianças. Desse quadro, surge uma produção jornalística que repete velhas concepções de infância — a criança que não se representa, que brinca e estuda, mas não pensa sobre questões mais profundas do mundo em que vive — e reduz as diversas infâncias contemporâneas a um modelo de infância bem cuidada.

O trabalho está disponível, na íntegra, aqui. Neste número, a Ciberlegenda discute, com outros cinco artigos, “a relação entre Brasil, Portugal e demais países lusófonos nas pesquisas de comunicação”.